REPÚBLICA

República Velha

O início da cotonicultura no Rio Grande do Norte
O algodão na economia seridoense (1880-1915)
A instauração da República no RN: Centralização x Descentralização
Do açúcar para o algodão: a mudança do eixo econômico favorece o interior do estado
Da oligarquia Maranhão à política do Seridó

A Conturbada Década de 30

Antecedentes da Revolução de 30 no RN

A Revolução em curso: a conjugação de forças

As interventorias de Irineu Joffily e Aluísio Moura
Rearticulação oligárquica pós-30
As violentas eleições de 14 de outubro de 1934
Organização sindical no RN, após a Revolução de 1930
A guerrilha do Açu
A insurreição Comunista de 1935 em Natal
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Antecedentes da Revolução de 30 no RN

(Por Josélia de Aráujo Silva; Sérgio Enilton da Silva; Wendell Góes Araújo; Ronye B. Pereira e Ailton José dos Santos– Alunos do período 99.1)

A Revolução de 1930 ocorreu num período em que o Brasil passava por mudanças políticas, sociais e econômicas decisivas para a história contemporânea do país. Tais mudanças se processavam com maior rapidez nos anos 20 e 30, quando se colocaram em questão as forças do poder da classe dominante, que se utilizavam de mecanismos antidemocráticos para se manter no poder: o voto não era secreto, atas eleitorais eram, via de regra, falsificadas, existia a proibição do voto às mulheres e analfabetos etc.

O desenvolvimento do país possibilitou o surgimento de novas atividades econômicas e, conseqüentemente, a consolidação de regiões não diretamente ligadas ao café. Surgem novas forças sociais: a burguesia industrial, que aliou-se aos grupos dominantes tradicionais, interessada em conter os movimentos operários; uma pequena burguesia atenta aos seus direitos; e um movimento operário organizado, que utilizava a greve como instrumento de defesa. O surgimento dessas novas forças sociais evidenciou a inadequação da então forma de domínio político para o desenvolvimento do país.

A pressão por mudanças na ordem política e sócio-econômica partia de vários grupos: dissidentes dos partidos das classes dominantes, operariado, completando-se com o movimento tenentista que agia no sentido de desalojar do poder a tradicional elite política. A oposição ao governo federal reuniu-se na Aliança Liberal.

As formas de poder da classe dominante gerava uma insatisfação popular que se estendia aos governos dos Estados. No Rio Grande do Norte, ocorria a oposição entre a "política do Agreste" e a do "Seridó". Os coronéis do Seridó haviam apoiado a reação contra a oligarquia dos Maranhão e, mais tarde, apoiado a ascensão de José Augusto e de Juvenal Lamartine, que governava o RN na época da Revolução. Entretanto, os conflitos entre as facções da classe dominante acabavam em "arranjos entre vencidos e vencedores", enquanto que os conflitos entre os grupos no poder e a oposição (aliadas às classes populares) acabavam em repressão.

Em 1930, o governo de Juvenal Lamartine tinha fechado os sindicatos operários e a imprensa da oposição havia sido proibida, enfim, o governo havia silenciado a oposição. Em meio a um clima de instabilidade econômica surge a questão da sucessão estadual. O nome cotado pela oposição era o desembargador Silvino Bezerra Neto, que rompera com Juvenal Lamartine, em 1929, durante a campanha presidencial. No entanto, a campanha é interrompida quando a 03/10/1930, a Revolução explode no Rio Grande do Norte.

Com a Revolução os governantes estaduais são depostos pelos "tenentes". No RN começa uma disputa pelo poder onde a Aliança Liberal do Estado fica dividida em torno dos nomes Café Filho e de Silvino Bezerra Neto para o governo. Para resolver a questão é instituída uma Junta Governativa Militar que garantiu a ordem pública e consolidou a mudança de poder. Sendo, por fim, escolhido para presidente provisório do Estado o Dr. Lindolfo Câmara.

Mas, como o mesmo estava ausente, foi substituído interinamente pelo Dr. Irineu Joffily que cuidou de reformar os costumes políticos, apurando e instaurando inquéritos de atos políticos ocorridos na Velha República, além de tentar reduzir as despesas e o corpo de funcionários.

Joffily fundou também a Legião Revolucionária que tinha como objetivo garantir as instituições e restaurar os princípios republicanos".

Favor citar da seguinte forma:

SILVA, J. de A; SILVA, S. E. da e PEREIRA, R. B.; SANTOS, A J. dos e ARAÚJO, W. G. A Revolução de 30 no RN. História do RN n@ WEB [On-line]. Available from World Wide Web: <URL: www.seol.com.br/rnnaweb/>

Referências Bibliográficas

SPINELLI, José Antônio. Getúlio Vargas e a Oligarquia Potiguar: 1930/39. Natal: EDUFAN, 1996.

 

 

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