SUMÁRIO
Editorial
Gênese da Sociologia do Desporto:
evolução histórica
Clara Maria Silvestre Monteiro de Freitas e António da Silva
Costa
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O trabalho de natureza qualitativa/bibliográfico, analisou
escritos de destacados
estudiosos sobre o desporto que consistiu numa chave para desvendar
determinados
pressupostos epistemológicos. Fez-se uma leitura crítica
sobre a gênese sociológica,
passando pelos períodos do pluralismo do pensamento sociológico,
desde os primeiros
escritos até o estado atual da sociologia do desporto. O
estudo apontou que não existem,
fronteiras bem definidas entre as ciências socioantropológicas
e o desporto que
delimitem conceitos. Infere-se que conhecer a realidade social e
o ser humano requer
uma multiplicidade de supostos teóricos, que vão do
pensamento crítico ao
funcionalismo; tendo como cenário o desporto com sua natureza
contraditória.
Palavras-chave
Cultura, Gênese do desporto, Classes sociais, Sociedade.
A feira livre no Sertão
do Seridó Potiguar: dos territórios construídos
aos lugares praticados
Marcos Antônio Alves de Araújo
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Este trabalho tem como objetivo perceber as formas como os territórios
são construídos
e os lugares são praticados pelos sujeitos participantes
de uma feira livre realizada
semanalmente no sertão do Seridó potiguar, mais precisamente
na cidade de Caicó,
localizada na parte centro-meridional do estado do Rio Grande do
Norte. Essa feira,
ocorrida expressivamente aos sábados, se constitui em um
espaço territorializado por
inúmeros sujeitos sociais que urdem suas relações
econômicas, sociais e culturais. É no
dia da feira que pessoas oriundas de outras regiões, do próprio
município e da cidade se
encontram, estabelecendo territorialidades econômicas e, concomitantemente,
tecendo
as múltiplas sociabilidades. Feirantes e fregueses se apropriam,
semanalmente, dos
espaços centrais da cidade, protagonizando um espetáculo
de compra, venda e permuta
de variados produtos. Assim, a feira livre de Caicó, caracterizada
como um dos eventos
mais significativos do Estado, ainda se evidencia como um espaço
preferencial dos
transeuntes, que ao caminhar por suas sendas, realizam atos de comercialização
e de
trocas simbólicas e culturais, construindo territórios
e praticando os lugares de sociabilidades.
Palavras-chave
Feira Livre, Território, Lugar, Caicó
O “mangue” e as fomes:
breves considerações sociológicas
em busca da dignidade
Michelle Cristine Medeiros da Silva e Célia Márcia
Medeiros de Morais
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Um dos meios de se alcançar a dignidade é a garantia
de uma alimentação adequada: um
direito humano básico. Este direito começa pela luta
contra a fome e vai muito além. Sem
dúvidas, esse era o ponto de vista de Josué de Castro.
Não queria apenas a garantia do
fornecimento de uma “ração básica”.
A luta era (e é) por algo muito mais grandioso: uma
luta pela dignidade, pela (re)construção do ser, pela
formação, pela potencialização de
dimensões. Uma terra de seres pensantes e críticos.
Ademais, o acesso à cultura de seu
povo é negado aos que experimentam a fome (privação
alimentar). A anulação desse
contato, mais uma vez coloca os excluídos numa situação
de alienação: bocas são
caladas, olhos fechados e ouvidos tampados. Quem não come,
não discute, não protesta.
Sem a conexão com seu eu, suas memórias, o passado
de seu povo, o seu corpo e
espírito, não podem resgatar lembranças que
tornam essas pessoas diferentes da
multidão. Esses “João Paulos” não
tem acesso aos direitos fundamentais (moradia,
alimentação, saúde e educação),
por isso não podem exercer sua cidadania, nem
tampouco contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Visa-se
neste estudo fazer
breves considerações do ponto de vista sociológico
das duas grandes obras de Josué de
Castro: Homens e Caranguejos e Geografia da fome. O objetivo primário
é que possamos
reconhecer que é um desafio imposto a nós vencer a
fome e todos os abismos que
separam os seres humanos uns dos outros.
Palavras-chave
Fome, Josué de Castro, Dignidade
Indícios de ocupação
pré-histórica no município de Santana do Matos
– RN
Daniel Bertrand
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O presente artigo tem como objetivo apresentar os primeiros resultados
das pesquisas
arqueológicas realizadas no município de Santana do
Matos, região central do Rio Grande
do Norte. Pesquisas desenvolvidas pelo Departamento de Arqueologia
do Museu Câmara
Cascudo/UFRN em parceria com o Núcleo de Estudos Arqueológicos
da Universidade
Estadual do Rio Grande do Norte.A pesquisa foi dividida em duas
etapas, sendo a primeira
caracterizada pelo levantamento documental, bibliográfico
e cartografia, e da toponímia
da arqueologia da região. A segunda etapa consistiu em atividades
de campo com o
objetivo de registrar a localização e a descrição
dos sítios arqueológicos.Apos o
levantamento documental, toponímico e de campo na área
que abrange o município
foram identificados vinte sítios arqueológicos que
apresentaram vestígios arqueológicos
do tipo lítico (2), cemitério (1) e com registros
rupestres (17).
Palavras-chave
Pré-história, Prospecção, Sítios
Arqueológicos, Santana do Matos
Um modelo de uso e circulação
humana na região da Serra de Santana, Rio Grande do Norte:
um exercício de arqueologia da paisagem
Walter Morales e Flavia Moi
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Esse artigo apresenta um modelo de uso e ocupação
do espaço para a região de Serra de
Santana, Rio Grande do Norte. Para tanto, emprega o arcabouço
teórico-metodológico da
Arqueologia da Paisagem, com o objetivo final de traçar antigos
caminhos, rotas de
passagem, pontos de parada e marcos na paisagem que teriam sido
utilizados desde
tempos ancestrais pelas diversas populações que habitaram
essa região ao longo dos séculos
Palavras-chave
Arqueologia, Arqueologia da Paisagem, Arqueologia Regional, Arte
Rupestre, Padrões de Assentamento, Serra de Santana.
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