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ISSN -1518-3394  
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V. 8. N. 21, abr./mai. 2006

SUMÁRIO

Editorial

Gênese da Sociologia do Desporto: evolução histórica
Clara Maria Silvestre Monteiro de Freitas e António da Silva Costa
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O trabalho de natureza qualitativa/bibliográfico, analisou escritos de destacados
estudiosos sobre o desporto que consistiu numa chave para desvendar determinados
pressupostos epistemológicos. Fez-se uma leitura crítica sobre a gênese sociológica,
passando pelos períodos do pluralismo do pensamento sociológico, desde os primeiros
escritos até o estado atual da sociologia do desporto. O estudo apontou que não existem,
fronteiras bem definidas entre as ciências socioantropológicas e o desporto que
delimitem conceitos. Infere-se que conhecer a realidade social e o ser humano requer
uma multiplicidade de supostos teóricos, que vão do pensamento crítico ao
funcionalismo; tendo como cenário o desporto com sua natureza contraditória.

Palavras-chave
Cultura, Gênese do desporto, Classes sociais, Sociedade.

A feira livre no Sertão do Seridó Potiguar: dos territórios construídos aos lugares praticados
Marcos Antônio Alves de Araújo
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Este trabalho tem como objetivo perceber as formas como os territórios são construídos
e os lugares são praticados pelos sujeitos participantes de uma feira livre realizada
semanalmente no sertão do Seridó potiguar, mais precisamente na cidade de Caicó,
localizada na parte centro-meridional do estado do Rio Grande do Norte. Essa feira,
ocorrida expressivamente aos sábados, se constitui em um espaço territorializado por
inúmeros sujeitos sociais que urdem suas relações econômicas, sociais e culturais. É no
dia da feira que pessoas oriundas de outras regiões, do próprio município e da cidade se
encontram, estabelecendo territorialidades econômicas e, concomitantemente, tecendo
as múltiplas sociabilidades. Feirantes e fregueses se apropriam, semanalmente, dos
espaços centrais da cidade, protagonizando um espetáculo de compra, venda e permuta
de variados produtos. Assim, a feira livre de Caicó, caracterizada como um dos eventos
mais significativos do Estado, ainda se evidencia como um espaço preferencial dos
transeuntes, que ao caminhar por suas sendas, realizam atos de comercialização e de
trocas simbólicas e culturais, construindo territórios e praticando os lugares de sociabilidades.

Palavras-chave
Feira Livre, Território, Lugar, Caicó

O “mangue” e as fomes: breves considerações sociológicas
em busca da dignidade

Michelle Cristine Medeiros da Silva e Célia Márcia Medeiros de Morais
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Um dos meios de se alcançar a dignidade é a garantia de uma alimentação adequada: um
direito humano básico. Este direito começa pela luta contra a fome e vai muito além. Sem
dúvidas, esse era o ponto de vista de Josué de Castro. Não queria apenas a garantia do
fornecimento de uma “ração básica”. A luta era (e é) por algo muito mais grandioso: uma
luta pela dignidade, pela (re)construção do ser, pela formação, pela potencialização de
dimensões. Uma terra de seres pensantes e críticos. Ademais, o acesso à cultura de seu
povo é negado aos que experimentam a fome (privação alimentar). A anulação desse
contato, mais uma vez coloca os excluídos numa situação de alienação: bocas são
caladas, olhos fechados e ouvidos tampados. Quem não come, não discute, não protesta.
Sem a conexão com seu eu, suas memórias, o passado de seu povo, o seu corpo e
espírito, não podem resgatar lembranças que tornam essas pessoas diferentes da
multidão. Esses “João Paulos” não tem acesso aos direitos fundamentais (moradia,
alimentação, saúde e educação), por isso não podem exercer sua cidadania, nem
tampouco contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Visa-se neste estudo fazer
breves considerações do ponto de vista sociológico das duas grandes obras de Josué de
Castro: Homens e Caranguejos e Geografia da fome. O objetivo primário é que possamos
reconhecer que é um desafio imposto a nós vencer a fome e todos os abismos que
separam os seres humanos uns dos outros.

Palavras-chave
Fome, Josué de Castro, Dignidade

Indícios de ocupação pré-histórica no município de Santana do Matos – RN
Daniel Bertrand
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O presente artigo tem como objetivo apresentar os primeiros resultados das pesquisas
arqueológicas realizadas no município de Santana do Matos, região central do Rio Grande
do Norte. Pesquisas desenvolvidas pelo Departamento de Arqueologia do Museu Câmara
Cascudo/UFRN em parceria com o Núcleo de Estudos Arqueológicos da Universidade
Estadual do Rio Grande do Norte.A pesquisa foi dividida em duas etapas, sendo a primeira
caracterizada pelo levantamento documental, bibliográfico e cartografia, e da toponímia
da arqueologia da região. A segunda etapa consistiu em atividades de campo com o
objetivo de registrar a localização e a descrição dos sítios arqueológicos.Apos o
levantamento documental, toponímico e de campo na área que abrange o município
foram identificados vinte sítios arqueológicos que apresentaram vestígios arqueológicos
do tipo lítico (2), cemitério (1) e com registros rupestres (17).

Palavras-chave
Pré-história, Prospecção, Sítios Arqueológicos, Santana do Matos

Um modelo de uso e circulação humana na região da Serra de Santana, Rio Grande do Norte: um exercício de arqueologia da paisagem
Walter Morales e Flavia Moi
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Esse artigo apresenta um modelo de uso e ocupação do espaço para a região de Serra de
Santana, Rio Grande do Norte. Para tanto, emprega o arcabouço teórico-metodológico da
Arqueologia da Paisagem, com o objetivo final de traçar antigos caminhos, rotas de
passagem, pontos de parada e marcos na paisagem que teriam sido utilizados desde
tempos ancestrais pelas diversas populações que habitaram essa região ao longo dos séculos

Palavras-chave
Arqueologia, Arqueologia da Paisagem, Arqueologia Regional, Arte Rupestre, Padrões de Assentamento, Serra de Santana.

 
referência

Mneme - Revista de Humanidades - Publicação do Curso de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ensino Superior do Seridó, Campus de Caicó. Caicó, v. 8. n. 21, abr./mai. 2006. bimestral . ISSN 1518-3394

 
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