O Papel da Mulher na Vida Moderna PDF Imprimir E-mail
Qui, 02 de Fevereiro de 2012 11:16

Edição Histórica: A Fôlha – CAICÓ – 23 de Setembro de 1961.


O Papel da Mulher na Vida Moderna

“A igualdade de direitos entre o homem e a mulher proclamada com justeza não significa, de modo algum, igualdade de funções entre ambos” declarou o Papa João XXIII  num discurso sobre o papel da mulher na sociedade moderna pronunciando perante alunos de um breve curso organizado pela Universidade Católica do Sagrado Coração, de Milão. Depois de aludir ao fato de que no transcurso dos últimos cem anos a mulher deixou o reduto doméstico para intervir cada vez mais na vida pública, o supremo Pontífice afirmou que a profissão da mulher devia forçosamente levar em conta as características intrínsecas do ser feminino.

Tarefas Particulares

Acrescentou sua Santidade de: “Se Deus deu a mulher dotes, inclinações e disposições que lhe são próprios ou que ela possui em grau diferente do homem, isso significa que lhe foram destinadas também tarefas particulares. Não distinguir entre essa diversidade de funções respectivas do homem e da mulher equivaleria a erguer se contra Natureza, o que desagradaria a mulher e priva lá ia do verdadeiro fundamento de sua dignidade”. Depois de salientar que o criador subordinou a função feminina ao império da maternidade, o Santo Padre disse que a mulher precisa procurar no exercício de sua atividade profissional um meio pra desenvolver o sentimento maternal. O Papa prosseguiu declarando que o mundo deve contar hoje mais do que nunca com uma sensibilidade maternal que lhe permita prevenir e dissipar o ambiente de violência e grosseria que as vezes rodeia a atividade humana. Salientou ainda os inconvenientes que a ausência da mulher no lar cria na vida familiar, quando esta é obrigada a trabalhar fora dele. João XXIII pediu novamente, como há fizera em sua recente encíclica, que os trabalhadores possam contar com um salário que lhes permita prover às necessidades dos seus. Conclui o Papa afirmando que para o progresso da sociedade, a mulher é tão necessária quanto o homem, particularmente nas atividades que requerem tato, delicadeza e intuição materrnal.

 

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Qua, 04 de Janeiro de 2012 12:57

 
Ano que Parte ... Ano que Chega PDF Imprimir E-mail
Qua, 04 de Janeiro de 2012 11:52

 

Diretor: Mons. Walfredo Gurgel

Redatores: Genival Santos Medeiros, Levi Assis Dantas

Por: Hilda Araújo

Edição Histórica: A Fôlha – CAICÓ – 01 de Janeiro de 1955.

Ano que parte...

Ano que chega...

Último grão de areia na ampulheta dos tempos! Minuto final do ano que passa... Últimos tremeluzir de uma estrela no céu... Último verso de uma estrofe na terra. É um barco que desaparece no horizonte, é um raio derradeiro que se desfaz, no ocaso longínquo... Última pétala de uma rosa... É a vida que corre... É a terra que gira... Uns após outros como as ondas sonoras do mar, passaram-se os dias, os meses, os anos... Foram-se as esperanças, as vicissitudes, as desilusões... Um velhinho de longas barbas e brancos cabelos corre veloz no seu cavalo russo, cavalgando nas nuvens, depressa, depressa, porque, se se demora um segundo soa no relógio da vida a última pancada da meia noite! E o Ano Velho que parte para as regiões incógnitas do infinito para jamais voltar! E da terra fica, vai um brado que é saudade, um brado que é soluço, um brado que é despedida!

Adeus, ano que parte!

Passa-se mais um minuto! Um galo bate as asas, e solta o seu canto estridente... Ouvem-se vozes do céu que saúdam o ano que vem! Um raio de sol rasga a escuridão e numa poeira dourada de nuvens vem vindo, vem vindo Ano Novo! Todos se levantam para saudá-lo: A rosa desabrocha, exalando o mais suave dos perfumes... O colibri desprende o mais delicado dos seus beijos... A brisa agita de manso uma mecha loura dos seus cabelos... A vaga traz do fundo do mar, a concha multicor, para lhe ofertar a mais bela das suas pérolas... As estrelas do céu, piscando ofuscadas pela luz dos seus olhos... A Abelha “zum-zunindo” oferece-lhe o mais doce mel de sua colmeia... E o anjo da terra a criança desperta, cumprimenta-o com o mais encantador dos seus sorrisos.

Benvindo sejais, Ano que Chega!

 


 

 
Noite Feliz PDF Imprimir E-mail
Qua, 21 de Dezembro de 2011 12:22

Diretor: Mons. Walfredo Gurgel

Redatores: Genival Santos Medeiros, Levi Assis Dantas

Gerente: Inácio Valle Sobrinho.

Edição Histórica: A Fôlha – CAICÓ – 24 de dezembro de 1954.


Noite Feliz

A humanidade nesta noite ajoelha-se diante de um berço. Quase dois mil anos já se

passaram e a adoração dos homens de boa vontade ao Deus nascido da virgem.

Recorda esta noite a aurora da redenção.

As esperanças renasceram nos corações quando o anjo de Deus despertou os que

dormiam ao lado dos rebanhos. O céu desceu à terra na união das duas naturezas

na pessoa do verbo Divino, para elevar o homem até Deus.

Realizou-se a profecia do nascimento, em Belém de Judá, do Emanuel, como fora

prometido ao rei Acaz.

Enquanto os rebanhos dormiam nas encostas das colinas de Judéia, os pastores,

arrimados em seus cajados, entraram na gruta iluminada pelos clarões de luz

celestial e curvaram os joelhos diante duma criancinha sorridente deitada numa mangedoura.

Rasgaram os céus as palavras da mensagem eterna e sempre nova: “Glória a Deus nas alturas

e paz na terra entre os homens de boa vontade.” Brilhou no firmamento longínquo a estréia

misteriosa que conduziu os Magos do Oriente, que lhe ofertaram presentes simbólicos. Dizem

os evangelhos que, após terem adorado o Menino, os pastores voltaram glorificando e adorando a Deus.

Só os indiferentes, os insensíveis, permanecem mudos, nesta noite feliz, e não sentem a poesia

ou os encantos dessa mensagem que enche de harmonia o mundo através dos séculos.

 


 

 
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